Bullying nas redes sociais: Uma análise semiótica de comentários para o jornal “O Povo”

Neste artigo, através da análise semiótica greimasiana, pretendemos observar o percurso discursivo e a construção dos sujeitos em comentários enviados por internautas para o Jornal “O Povo” sobre a existência de bullying em suas vidas. Os leitores respondem o questionamento relatando suas histórias, e é a partir dos desses comentários que apresentaremos nossas análises. Para tanto, tomaremos como base metodológica a semiótica fundamentada por Greimas a fim de analisarmos um tema que se tornou popular na mídia: o bullying. É dessa forma que pretendemos depreender os possíveis interpretativos presentes em um discurso de esfera jornalística.
Autores: Ana Paula Martins Corrêa Bovo
Mônica Carvalho Brum Rodrigues
Cibelle de Mesquita Duarte
ELIENE DE SOUZA
Andréa Lourdes Ribeiro

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21 thoughts on “Bullying nas redes sociais: Uma análise semiótica de comentários para o jornal “O Povo”

  1. Olá pessoal! Gostei da análise feita pelo grupo.
    O artigo é interessante por destacar que o bullying ganhou uma proporção maior e alcançou o mundo virtual. Isso nos permite entender o tema em uma outra vertente. Como foi dito no artigo, talvez essa seja uma forma de bullying mais cruel que a “convencional”.

    Abraço,
    Ester.

  2. Perfeita abordagem. É necessário refletirmos mesmo que o bullyng é uma ação horrenda que na verdade já existia muito antes de ser estudado, a questão é que com as redes sociais, ficou mais “fácil’ praticá-lo. Na verdade é que o que uma pessoa pensa, acredita, quando faz uma coisa dessa, que por ser um ambiente virtual, não vai ficar tão “pesado” como ficaria na vida real, digo, pessoalmente.
    As redes sociais, apesar de contribuirem massivamente para o cooperativismo, para inteligência coletiva, para o rompimento das fonteiras da informação, abrem portas também para as coisas ruins, e neste caso, cada pessoa deve pensar e refletir o que fazer na utilização da rede. Porque ao contrário do que muitos pensam, ninguém é inacessível

  3. Minhas amigas, parabéns pelo trabalho.
    Pelo que vi na análise de vocês, muita gente se diz vítima de bullying quando na verdade o que relatam não seria (em nosso modo de ver) bullying. Então, o que é o bullying?
    Me parece que alguns entrevistados chegam a confundir um direito democrático (questionável, é verdade) à opinião, então concluem precipitadamente: “falaram mal de mim -ergo- sou vítima de bullying. E parece que bullying é mais que isso, não?
    Penso que o bulizador tem uma intenção preconcebida em relação ao bulizado, visa um ato perlocutório, ele almeja não apenas humilhar, deseja execrar a vítima e aplastrá-la. Levá-la a um estado de nulidade e muitas vezes a sequer ter vontade de reagir (perda da volição). Então, ao conseguir isso o bulizador é um sujeito realizado em conjunção com seu objeto descritivo: subjugar o outro, usando todos os meios possíveis.
    Vocês apontaram bem, a imprensa está despreparada (vide a “pesquisa” do Jornal O POVO) para essa questão, e isso só vai ficando claro a partir do momento em que analisamos com as ferramentas semióticas de que dispomos.
    A imprensa vem colaborando para uma certa pasteurizaçãodo termo. Em outro post comentei que no UOL on line de quinta feira passada a manchete era “Barrichelo é vítima de bullying”. Quando li o texto, o redator dizia que Seninha e Massa brincavam com ele, já meio “velhinho” pra continuar na disputa.
    Gostei muito do trabalho de vocês ao descontruir a manipulação dos redatores do jornal que lançaram perguntas que mais confundiram, prestando portanto um desserviço na reflexão do assunto tão grave.

  4. É uma análise bastante interessante, sobretudo por levar em conta ciberbullying.Só fiquei com dúvida na análise do texto do Fernando. Por ser uma questão regionalista, não poderíamos falar de um sujeito mais amplo (nordestino)?

  5. Olá meninas, adorei a aborgadem do artigo de vocês. Como iniciante na semiótica, o texto foi bastante claro e colaborou para reforçar a minha compreensão dos conceitos que ainda estão sendo trabalhados por meus neurônios. :)

    A contextualização inicial do tema “bullyng” e dos conceitos da semiótica foram muito relevantes.

    Concordo contigo, Marisa. Acho que falta a impressa se preparar mais através das ferramentas semióticas. ;)

    Bjos.

  6. Gostei disso: a internet é uma nova forma de intimidar, não uma nova forma de bullying. Se cada estratégia de bullying fosse um novo tipo de bullying, existiriam milhares, milhões de tipos de bullying, algo muito pouco produtivo para a ciência e para a sociedade em termos de classificação. Mesmo se restringimos, como vocês fizeram: “verbal, físico, psicológico,
    sexual e virtual”, não é tão simples. O bullying na internet pode ser verbal, o verbal pode ser sexual, o sexual pode ser virtual ou físico e, em última análise, até o físico pode ser psicológico (e geralmente é, por que a violência física no caso do bullying visa à humilhação). Muito bom! Parabéns!

  7. Olá!
    Gostei muito do trabalho. Mesmo estando apenas começando meus estudos na área, pude acompanhar a análise que fizeram. Sobre as reflexões a respeito do bullying virtual, achei interessante como vocês observaram que o “ciberbullying” pode ser ainda mais cruel uma vez que essa modalidade de bullying não está restrita aos momentos de convívio com o agressor. A internet também pode proteger a identidade desses indivíduos, deixando-os livres para praticar o bullying. Outro ponto que me chamou atenção foi o não conhecimento por parte dos participantes do que caracteriza o bullying, que está relacionado à ação repetitiva de agressão e não a ofensas isoladas.

  8. Agradecemos os comentários!!! Muito obrigada mesmo!!!
    Marisa, como tivemos a oportunidade de constatar em outros trabalhos, a discussão realmente tem que acontecer e os meios de comunicação devem, a meu ver, participar dessa discussão tão séria e tão importante de modo a contribuir não para a banalização do termo bullying, mas para um despertar consciente das diversas situações que inspiram o cuidado e o combate urgente da sociedade…
    Abraço da Ana Bovo

  9. Meninas, adorei o artigo. E aquelas caixinhas dos sujeitos, que fofas! Esse trabalho mostra como o bullying toma proporções inimagináveis na internet e a semiótica ajuda a entender o comportamento dos espectadores nas redes sociais. Um “simples” comentário pode render grandes problemas, pois os efeitos são inesperados. Podemos nos tornar vítimas ou agressores…
    Parabéns!

  10. Parabéns gente. Trabalho muito bom :)
    Gostei especialmente de vcs terem descrito como selecionaram os comentários a serem trabalhados. Destaco a descrição do metodo que vcs utilizaram para chegar até os dois comentários trabalhados como um ponto forte do trabalho. Porém, por curiosidade metodologica, pergunto quais critérios vcs utilizaram como ponto de corte para os comentários do site do jornal?

  11. Rafael,
    Concordamos com vc sobre falar um pouco mais do Fernando enquanto Sujeito Nordestino. Vamos lá:

    Pensamos que o fato de Fernando ser nordestino foi o que de fato causou a ira do(s) internauta(s) que o atacaram. Isso porque sabemos que há sim preconceito contra os nordestinos, pelo fato de ser conhecido histórico e socialmente o movimento de migração dos povos do nordeste. A migração, que tem como causa a procura de condições melhores de vida, acontece de forma desordenada e acaba reproduzindo a pobreza e até significando para os imigrantes piores condições de vida no local escolhido. Além disso podem muitas vezes criar impactos como os desequilíbios sociais, econômicos e demográficos nas sociedades em que se instalam. No entanto esse é um problema brasileiro que precisa ser resolvido nas urnas e não com ataques e intimidações aos nordestinos.
    Abçs
    Andréa

  12. Olá,
    O bullying realmente é uma prática antiga que independe de classe social, mas temos que admitir que a mídia o colocou, ultimamente, no centro das discussões, principalmente nas escolas. Todavia, esse termo ainda necessita de muitos esclarecimentos para que não nos deixemos manipular pela mídia pensando que qualquer confusão ou ato direcionado a alguém seja sempre bullying. Uma pessoa leiga, por exemplo, que leia os relatos apresentados no Jornal O POVO achará que todos são casos de bullying visto esta ser a temática. Já vocês perceberam que apenas dois podem ser classificados como ciberbullying.
    Importante mencionar que vários são os motivos que favorecem a prática do ciberbullying, por exemplo, a grande exposição pessoal, coisa que muitos adolescentes faz de si, principalmente nas redes sociais, funciona como um incentivo para o agressor que na maioria das vezes fica no anonimato.
    Parabéns, a análise está muito interessante e vocês seguiram a risca o “fora do texto não há salvação” (Greimas).
    Bjs,
    Agleice

  13. Muito obrigada a todos pelos comentários.

    Trabalhar em cima de textos é sempre muito motivante. Analisar casos de bullying – ou daqueles ditos bullying- também foi interessante, até mesmo porque a temática recorrente na mídia atual dá o que falar, mas nem sempre há adequação nos exemplos e explicações divulgados.

    Rafael,
    Comentando ainda em cima do que a Andrea disse, acho que vale a pena lembrar que além do Fernando, o jornal O POVO também é nordestino. Dentre as possíveis “causas” para que as pessoas desta região do país sofram com incitações maldosas, é possível lembrar que tais agravos não são em nada se justificam. As vítimas de ciberbullying são comumente aquelas pessoas vítimas de preconceitos em geral. Entre elas o negro, o nordestino, o gordo, as loiras…
    Considerando essas informações, lembramos que “um mesmo comportamento é julgado de diferentes formas por diferentes julgadores”.(Matte,2009).

    Abraço, Eliene de Souza

  14. Muito obrigada a todos pelos comentários.

    Trabalhar em cima de textos é sempre muito motivante. Analisar casos de bullying – ou daqueles ditos bullying- também foi interessante, até mesmo porque a temática recorrente na mídia atual dá o que falar, mas nem sempre há adequação nos exemplos e explicações divulgados.

    Rafael,
    Comentando ainda em cima do que a Andrea disse, acho que vale a pena lembrar que além do Fernando, o jornal O POVO também é nordestino. Dentre as possíveis “causas” para que as pessoas desta região do país sofram com incitações maldosas, é possível lembrar que tais agravos em nada se justificam. As vítimas de ciberbullying são comumente aquelas pessoas vítimas de preconceitos em geral. Entre elas o negro, o nordestino, o gordo, as loiras…
    Considerando essas informações, lembramos que “um mesmo comportamento é julgado de diferentes formas por diferentes julgadores”.(Matte,2009).

    Abraço, Eliene de Souza

  15. Meninas,

    Tive a oportunidade de ver o trabalho de vocês em pré-estréia, rs, e gostei muito, conforme disse.

    Gostei mesmo, parabéns!

    Bjs,

    Andréa Marques.

  16. Olá pessoal,
    Muito interessante a proposta de conceituar o termo e ampliá-lo nas áreas em que o mesmo pode existir. Também fiquei curiosa em relação aos critérios para selecionar estas duas respostas. Outra questão, como afirmando as autoras, o fato do bullying em redes sociais, apesar de não estar inteiramente vivenciando o mesmo junto ao agressor, acredito que por este meio, o agredido fica mais exposto, pois é intimidado em “tempo e espaço” ilimitado e exposto a um número maior de expectadores. Podemos ver isto na prática nas reportagens diárias da TV, voltando ao sujeito nordestino, faz pouco tempo houve algo do tipo na ocasião do ENEM. Abraços e parabéns pela análise.
    Francine Mendes

  17. Obrigada a todos pelos comentários.

    Olá Francine,

    Para selecionar os 02 comentários, partimos do princípio que a não compreensão do tema por parte do Jornal O POVO sobre bullying induziu os leitores/internautas a responder erroneamente. Por esse motivo, dos 18 (dezoito) comentários enviados, somente 2 (dois) fazem parte do recorte da análise proposta, uma vez que apenas esses foram classificados como ciberbullying.
    Abraços,
    Mônica

  18. Ana Bovo, Mônica, Cibelle, Eliene e Andréa,

    De início, apresento os meus parabéns à equipe pela maneira inteligente como realizou o trabalho.

    Depois, levando-se em conta, a complexidade do problema do bullying quando praticado nas redes sociais, gostaria de fazer duas observações.

    A primeira, diz respeito à repetição da intimidação para caracterizar o bullying. Pelo que vocês analisaram, mesmo quando o comentário do agressor é postado apenas uma vez nas redes sociais(e neste caso, pelo menos supostamente, faltaria a repetição)estaria caracterizado o fenêmeno do bullying?

    A segunda, está relacionada ao crime provocado pelo sujeito praticante do bullying. No comentário 2 que vocês selecionaram, o internauta Fernando foi chamado de nordestino sem-cérebro pelo fato de votar em Dilma para presidente do Brasil. Será que isso poderia ser caracterizado como crime (por exemplo, de racismo) praticado pelo sujeito agressor?

    Um abraço!

    Naziozênio Lacerda

  19. Meninas,

    Bom trabalho! Aliás, achei a ideia de analisar comentários de um jornal muito criativa.
    Vejo que a Internet ampliou as possibilidades de expressão do pensamento e de interação. Como muitos estudiosos em comunicação hoje propagam, agora além do “um para todos”, temos também o “todos para todos”.Nesse “todos para todos”, encontramos muitas vozes na Internet, vozes que representam os diferentes e reais sujeitos da sociedade, tenham eles intenções consideradas pela senso comum como boas ou não.
    Estamos simplesmente transportando para o meio digital aquilo que sempre fomos, só que numa roupagem high tech.

  20. Olá Georgia, Naziozenio, Ranielli e Francine, como a Monica disse, para escolher os comentários, nos baseamos num conceito de cyberbullying expresso no início do trabalho, para o qual a repetição faz parte sim desse tipo de “perseguição”. Nos dois comentários escolhidos, entendemos que as agressões não foram isoladas.
    O assunto é complexo e a transferência do bullying para o meio virtual nos alerta que, de fato, o problema é grande.

    Aprendi muito, inclusive a “correr riscos” em relação às interpretações, o que, aliás, é uma maneira de aprimorar o trabalho. Por isso agradeço novamente por todas as contribuiçoões. Abraço da Ana Bovo